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Breath

Breath

01
Abr17

April fools


Sempre adorei o dia 1 de Abril, sempre.

Era aquele dia em que eu contava as mentiras mais irrisórias de sempre e que ninguém acreditava. Porque, sejamos sinceros, eu nunca tive jeito para mentir.
No entanto, com o passar do tempo, o dia começou a ser como os restantes dias do ano, um dia normal. Comecei a não compreender o porque de terem arranjado um dia para contar mentiras, como se nos restantes dias do ano já não o fizessem por norma e sobre temas realmente importantes. Pergunto-me: não será o dia de hoje seja mais um dia para se contar mentiras sem se ter consciência pesada no final? 

A verdade é que à dois anos atrás, neste preciso dia, eu estava a fazer o exame de código. Quando escolhi o dia, nem sequer me apercebi da data que foi e depois até tentei mudar, até que me convenceram a não o fazer. Não me arrependo. Passei. Lembro-me de me mandarem mensagem a perguntar o resultado e eu disse logo que sim, que tinha conseguido. E a resposta imediata foi: hoje é dia 1 de abril. Estás a mentir, claro. Não estava, é claro. E tive logo a minha primeira aula de condução nesse dia. 
A partir daí, o dia ficou-me sempre lembrado. 

23
Mar17

It’s okay not to be okay


Há dias assim.
Há dias em que não nos sentimos nós próprios. Em que a tristeza se apodera de nós sem nós percebermos muito bem o porque. E está tudo bem.
É normal nem todos os dias serem bons. É normal haverem uns quantos em que o sol não brilha.
Eu já aceitei que estar triste faz parte de mim e que há dias em que essa tristeza consegue-me deixar em baixo e sem vontade de sair da cama.
 É bom, no entanto, perceber que por muito mal que estejamos às vezes é tudo o que precisamos. Podemos transformar esses maus momentos, num tempo de reflexão e pode surgir daí coisas positivas. Como o dia de ontem, em que não tive aulas e começou a nevar. Parecendo que não, mas alegrou o meu dia!
Ás vezes, é preciso algo mau acontecer para surgir algo muito melhor!

19
Mar17

Ser a vegetariana do grupo


Uma das coisas que tenho aprendido ao longo destes três curtos meses é a dificuldade que é ir sair com os amigos e não pensar logo no factor da comida. Parece algo estúpido, mas não é.
Quando te tornas vegetariana, não mudas só a nível alimentar, mas a nível social.
Eu explico: antigamente eu não tinha problema nenhum em ir jantar a qualquer sítio, agora não. Agora é pensar num sítio em que sei que há alternativas para mim, e que as pessoas não se importem de ir também. É estar a excluir este sitio ou aquele, porque por muito que goste do ambiente, sei que não ia consumir.
Isto acontece-me especialmente quando estou na faculdade. A minha faculdade localiza-se num meio pequeno e como tal, existir cafés/restaurantes que ofereçam alterativas vegetarianas ou mesmo vegans é quase impossível (para não dizer impossível mesmo). O que normalmente acaba por acontecer é, ou simplesmente peço um café, ou acabo por ingerir lacticínios, o que me deixa profundamente chateada. Pelo contrário, quando venho a casa, o problema continua a existir, mas já consigo arranjar alternativas muito mais facilmente.
Outra coisa ainda é as “discussões” sobre que tenho com as pessoas sobre o tema. É algo controverso e que ainda deixa muitas dúvidas. É responder imensas vezes às mesmas perguntas e ouvir os mesmos argumentos sobre as razões pelas quais devia deixar de ser vegetariana.
O lado bom disto tudo é que é uma ótima maneira de iniciar uma conversa com alguém e é nisso que me foco muitas das vezes.

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